terça-feira, 21 de março de 2017

Liberation Festival 2017 - Confira todas as informações


O Liberation Festival 2017, que acontece no próximo dia 25 de junho, no Espaço das Américas em São Paulo, tem como headliner o lendário King Diamond (Den), que fará histórica apresentação executando, na íntegra, o clássico álbum “Abigail” (1987). Além do mestre Dinamarquês, o festival também contará com o Lamb of God (US), Carcass (UK), Heaven Shall Burn (Ale) e a banda tupiniquim Test. Abaixo você pode conferir todas as informações relacionadas ao evento:

SERVIÇO SÃO PAULO
LIBERATION FESTIVAL 2017
Bandas: KING DIAMOND, LAMB OF GOD, CARCASS, HEAVEN SHALL BURN, TEST
Data
: domingo, 25 de junho de 2017
Local: Espaço das Américas
End: Rua Tagipuru, 795 (ao lado do Metrô Palmeiras – Barra Funda)
Abertura da casa: 16h
Informações gerais: info@liberationmc.com
Censura: 16 anos (desacompanhados). Menores dessa idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis.
Estacionamento: locais próximos ao Espaço das Américas
Estrutura: ar-condicionado, acesso para deficientes, área para fumantes e enfermaria
Evento Fb: https://www.facebook.com/events/1806648852919135

SETORES/VALORES:
- Pista: R$ 300,00 (inteira) | R$ 150,00 (meia-entrada)
- Pista Premium: R$ 500,00 (inteira) | R$ 250,00 (meia-entrada)
- Mezanino: R$ 500,00 (inteira) | R$ 250,00 (meia-entrada)

Informações e compra de ingressos (ponto de venda sem taxa de conveniência):
# Bilheteria do Espaço das Américas: Rua Tugipuru, 795
Segunda a sábado das 10h às 19h | Forma de pagamento: somente em dinheiro

# COMPRA POR TELEFONE – Ticket360: (11) 2027.0777
# COMPRA PELA INTERNEThttps://www.ticket360.com.br/evento/6568/liberation-festival-2017-com-king-diamond
Formas de Pagamento: dinheiro, cartões de crédito e débito Visa, MasterCard, American Express e Dinners Club

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Power Trip - "Nightmare Logic" (2017) Southern Lord Recordings


Da série: "Diga não ao Thrash Metal de plástico"

Há uma declaração freqüentemente feita dentro da comunidade metal, que embora possa tomar uma variedade de formas, assim como alguma besta quimérica, que essencialmente, resume-se no seguinte: "O Thrash está morto, tudo soa como cópia descarada da década de 80 e qualquer coisa feita a partir deste lado do milênio não é nada além de música de merda agitada por meros posers" dizem os puristas. Declaração essa a qual repudio veementemente, pois a considero tão profundamente errônea, estupida e cheia de raciocínio falacioso que chega a embrulhar o estômago de quem possui qualquer tipo de bom senso.

Na contra mão do que muitos dizem ou pensam, o movimento Neo Thrash, trabalhou "silenciosamente" nas ultimas décadas e fez com que o estilo se recicla-se, obtendo grandes resultados nos últimos anos, nos apresentando uma infinidade de ótimas bandas, arrebatando uma legião de novos fãs, combinando elementos tradicionais do Thrash Metal oitentista e contemporâneo, com Crossover, Death Metal e Metal Extremo, basta ter um olhar mais atento, menos preconceituoso e retrogrado sob o estilo para notar isso facilmente. 

Bandas como Municipal Waste, Toxic Holocaust, Havok, Iron Reagan, Lost Society, Warbringer, Suicidal Angels, Vektor, Angelus Apatrida, etc, contribuíram fortemente para este ressurgimento. Mesmo veteranos bem estabelecidos como Anthrax, Death Angel, Slayer, Testament, Kreator, Overkill e Sodom, emergiram relativamente incólumes de anos de obscuridade e da perda de popularidade que se abateu sob o estilo na década de 90, lançando ótimos registros nos últimos anos, criticamente muito elogiados, impulsionando ainda mais a longevidade do estilo.


Uma das bandas que está vanguarda deste ressurgimento é o Power Trip.
Os caras estão chutando traseiros há quase uma década e a chegada de "Nightmare Logic" segundo full da banda não muda nada disso. 
A capacidade destrutiva desse quinteto texano está em plena exibição aqui: o poder, o intelecto e a imaginação centrais do metal clássico oitentista mesclados com absoluta perfeição à sensibilidade contemporânea, resultando num impenetrável muro de beleza e caos. 
Pode-se ouvir ecos de um tempo longínquo, mais socialmente consciente, assim como a ameaça do holocausto nuclear, o flagelo das drogas e a pobreza inescapável que proporcionaram a forragem lírica do metal underground americano na era Reagan, pois apesar de alguns avanços, nossos pesadelos sociopolíticos de quase 40 anos atrás continuam nos aterrorizando até os dias de hoje. 

Com o lançamento de seu segundo registro, "Nightmare Logic", ouso dizer que o Power Trip está finalmente pronto para se tornar um nome familiar entre os jovens e velhos fãs do estilo. 
Faixas como "Heretic's Fork", "Crossbreaker" e "The Hammer of Doubt", do álbum de estréia da banda de 2013, "Manifest Decimation", insinuaram sua paixão por transições criativas, velocidade implacável, solos viciantes e riffs memoráveis. Felizmente, isso se manteve e se fazem presentes, só que de forma ainda mais superlativa em "Nightmare Logic".
Em termos de produção, a banda recorreu novamente ao produtor/engenheiro Arthur Rizk (Inquisition, Pissgrave, Sumerlands) Rizk impregna este disco com o brilho e nitidez dos registros clássicos dos anos 80, enquanto também mantém a sujeira que faz o Power Trip soar como um híbrido de Thrash/Hardcore/Death Metal tão divertido.


A guitarras de Blake "Rossover" Ibanez e Nicky "Thrasher" Stewart soam ásperas, com riffs velozes e pesados executando solos cativantes que abusam de dissonâncias, a propósito, os riffs dominam o ambiente, são infernalmente viciantes, mas o que define e os diferencia para além do rebanho é o impressionante talento de ambos para a criação de excelentes ganchos. 
O baterista Chris Ulsh "desce o braço" vigorosamente, com velocidade e técnica apurada fazendo uso pleno de seu kit, o baixo de Chris Whetzel é pesadíssimo e distorcido enquanto o vocalista e compositor Riley Gale tem toda sua raiva embebida num reverb lamacento, toda essa mistura explosiva possui um alcance gargantuano e épico, de modo que cada solo ardente ou riff, batida, pulsação e urro soem como uma salva de canhões sobre um campo de batalha encharcado de sangue e corpos mutilados, arredondando e maximizando o impacto imediato e visceral de "Nightmare Logic".

A faixa de abertura "Soul Sacrifice" possui em seu inicio uma atmosfera sombria e inquietante antes que um riff de ligação turbo-carregado detone inesperadamente tal como uma granada em seus tímpanos, uma ótima introdução para "Nightmare Logic" tornando-se óbvio o que temos pela frente nessa audição, o mais puro caos sonoro, aonde o ouvinte é bombardeado com uma sonoridade visceral.


"Executioner's Tax" (Swing of the Axe) com seu ritmo hipnótico é o típico som pra banguerar até quebrar o pescoço, com letras cativantes e coros polifônicos raivosos.
"Swing of the Axe" é totalmente infecciosa, uma canção personalizada sob medida para os fãs de Thrash/Hardcore, feita para mergulhar num circle pit colossal. 
Faixas mais curtas como "Firing Squad" e "Ruination" mostram a natureza agressiva do Power Trip, com explosões rápidas e sujas de thrash acelerado e de alta octanagem.  
A faixa título do álbum ostenta um riff de "galope" e uma marcha sincopada de tambores absolutamente insanos, usados como pano de fundo por Gale para um sermão sobre o discurso político e a luta permanente contra a opressão, pontuando: "Através das profundezas mais escuras, vamos surgir".

Na segunda metade do disco, o Power Trip demonstra todo seu potencial, à medida que os arranjos e transições dos versos aumentam em complexidade com resultados espetaculares. 
Em "Waiting Around To Die" temos um dos poucos momentos para respirar, com sua introdução sinistra e ameaçadora de sintetizador, a qual evoca a sensação de ouvirmos uma trilha sonora de alguma das obras do mestre do terror John Carpenter em meio a um comedown vicioso. 

A magnífica "If Not Us, Then Who" possue aquela pegada oitentista clássica, um refrão pegajoso, coros polifônicos ameaçadores, enquanto seus os riffs soam frenéticos e afiados. 
Fechando o registro a excepcional "Crucifixation", com uma introdução absolutamente selvagem, seguida de uma ruptura súbita do tambor anunciando a chegada de um riff assassino acompanhado de uma letra raivosa e repleta de desprezo, com o ouvinte sendo propelido num vórtex massivo de head-bang.


Considerações finais:

Após várias audições minuciosas posso dizer categoricamente: não há erros aqui; digo isso mesmo me esforçando para encontrar qualquer falha no material ou nas performances. Este é um álbum que funciona de ponta a ponta. 
"Nightmare Logic", é um registro extremamente sólido em todos os aspectos, composições extraordinárias, riffs estelares e um nível de urgência e intensidade que é simplesmente incomparável. 

Registro altamente recomendado à todos os fãs do bom e velho Thrash Metal que tanto amamos! 

Por Claudio Santos

Lineup:

Chris Whetzel - Baixo
Chris Ulsh - Bateria
Blake "Rossover" Ibanez - Guitarra (lead)
Nick Stewart - Guitarra (rhythm)
Riley Gale - Vocal


Tracklist: 

01. Soul Sacrifice
02. Executioner’s Tax (Swing of the Axe)
03. Firing Squad
04. Nightmare Logic
05. Waiting Around to Die
06. Ruination
07. If Not Us Then Who
08. Crucifixation


domingo, 19 de fevereiro de 2017

Fates Prophecy - "Eyes Of Thruth" (2002)


Tá aqui uma banda que considero uma das melhores de todos os tempos no cenário nacional e nunca recebeu a devida atenção do público headbanger. Com mais de 25 anos de carreira e uma discografia imaculada que contém quatro discos incríveis, o Fates Prophecy é daqueles nomes que a gente ouve, se encanta e simplesmente não consegue entender o por que de o grupo não decolar e alçar voos mais altos.

"Eyes Of Thruth" é o segundo registro dos caras e traz a performance póstuma do excepcional vocalista André Boragina, falecido um ano antes vítima de um câncer. Analisando a história da banda, este talvez tenha sido o momento crucial e determinante para que a banda não tenha se tornado realmente grande.

Após um disco de estréia bem sucedido e que gerou certa visibilidade ao Fates, os caras gravaram um baita álbum na sequência, mas como o destino é cruel, uma série de empecilhos impossibilitaram a banda de divulgar o trabalho dignamente. Se não bastasse a perda do talentoso vocalista e amigo, a divulgação de "Eyes Of Thruth" foi praticamente nula. O selo que faria a distribuição e todo o processo de merchandising estava à beira da falência e a banda não tinha conhecimento, este fato acabou selando o destino de um dos grandes discos de Heavy Metal feitos no Brasil.

"Eyes Of Thruth" não teve muitas cópias comercializadas e hoje é um item raro de colecionador. Eu mesmo, demorei anos pra conseguir adquirir o meu até que em uma tarde iluminada o encontrei em uma loja de itens usados na Galeria do Rock.

Musicalmente, temos um registro realmente digno de gigantes do Metal mundial, a sonoridade é calcada em bandas da NWOBHM, mais especificamente fazendo referência ao Iron Maiden em seus primórdios. Os integrantes dão um verdadeiro show de técnica, feeling e criatividade, todas as canções merecem destaque e são detentoras de riffs, solos e refrões marcantes.

Se por um acaso você nunca ouviu falar do Fates Prophecy, mas gosta de um Heavy Metal oitentista de qualidade, experimente escutar faixas do porte de "The Beast Within", "Wings Of Fire" e a canção título "Eyes Of Thruth", esta última um épico de 9 minutos de duração que faria Steve Harris morrer de vergonha de seus últimos discos.





quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Six Feet Under: ouça a faixa "The Separation Of Flesh From Bone"


O décimo sétimo disco de estúdio do Six Feet Under se chamará "Torment" e chegará as lojas no próximo dia 24 de fevereiro. Enquanto isso, os fãs do mítico vocalista Chris Barnes (ex-Cannibal Corpse) já podem se deliciar escutando a faixa "The Separation Of Flesh From Bone" através do link abaixo:

Venom Inc.: Tonny Dolan responde Cronos após ser chamado de "imitação barata"


Em uma recente entrevista ao Heavy Metal Mixtape, Tony Dolan foi questionado sobre o que pensa das declarações de Cronos sobre o Venom Inc. ser uma imitação barata do verdadeiro Venom, o baixista e vocalista foi direto e respondeu:

"Não tenho que pensar nada sobre isso. Cronos pode reclamar pelo resto de sua vida se isso o faz se sentir feliz, estamos apenas fazendo o nosso trabalho e o resto não tem nenhuma importância".

O músico ainda explica que: "Nós apenas contamos a história real. Ele escolhe uma espécie de série estranha de fatos alternados. A biografia oficial no site que ele administra mudou seis vezes em dez anos, é difícil manter algo assim para ser honesto. Ele faz o que faz e espero que ainda o faça bem, mas além disso, não nos importamos. O nome Venom Inc. e o logotipo que usamos é o mesmo projetado originalmente por Abaddon (ex-membro do Venom e atualmente no Venom Inc.) com a adição do Inc."

A polêmica teve início em 2006 quando Mantas (outro ex-membro do Venom e atualmente no Venom Inc.) declarou o seguinte:

"Para sermos totalmente honestos, estamos deixando os fãs decidir (qual dos dois Venoms é o verdadeiro), há alguns fãs de Cronos, mas eu acho que todas as batalhas que temos tido, nós estamos ganhando. Todos que encontramos depois do show dizem que nós somos o verdadeiro Venom e isso é o que eles estavam esperando. Todos que tenho conversado e assistiu a outra versão ao vivo, basicamente tem me dito que o coração, a alma e o espírito do Venom está conosco."

Essa é uma briga que ainda vai longe...